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Sobe para 723 mil total de afetados pelas cheias de janeiro em Moçambique

Sobe para 723 mil total de afetados pelas cheias de janeiro em Moçambique

O número de afetados pelas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 723.289, com 22 mortos, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Lusa /
Luísa Nhantumbo - EPA

Segundo informação da base de dados do INGD, a que a Lusa teve hoje acesso, com informação até às 14:30 (12:30 de Lisboa) de sexta-feira, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.223 famílias, e mais 20 mil pessoas em 24 horas.

Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 45 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 844.295 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.

Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional.

De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 92 centros de acomodação, com 91.023 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas desde 09 de janeiro 229 unidades sanitárias e 341 escolas, quatro pontes e 1.424 quilómetros de estrada.

O registo do INGD aponta ainda para 451.571 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.765 dados como perdidos, atingindo a atividade de 332.863 agricultores, além da morte de 430.972 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

Prossegue o socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias.

A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

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